terça-feira, 16 de abril de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
LISTA DE EXERCÍCIOS SOBRE URBANIZAÇÃO
http://www.4shared.com/office/O4l1xTPI/simulado_urbanizao.html
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1-
Dentre vários aspectos, pode-se dizer que a urbanização brasileira
ocorreu em níveis de intensidade e rapidez significativos, que se
diferenciam regionalmente.
Quanto
ao processo de urbanização no Brasil é CORRETO afirmar que:
a)
No Nordeste a rede urbana apresenta maior densidade na zona
litorânea.
b)
A cidade de São Paulo sempre comandou a rede urbana brasileira.
c)
A megalópole brasileira é constituída por São Paulo, Rio de
Janeiro e Belo Horizonte.
d)
A porção centro-ocidental do país iniciou os primeiros passos de
uma acelerada urbanização, inclusive com grande densidade
demográfica.
2-
A urbanização no Brasil ocorreu de modo acelerado nas últimas
décadas do século XX, comprimindo no tempo um fenômeno que em
outros países aconteceu lentamente. Considere as seguintes
afirmações que tratam do processo da urbanização brasileira:
I.
As indústrias tiveram papel central no crescimento das metrópoles,
sobretudo aquelas localizadas no Sudeste.
II.
As metrópoles brasileiras tornaram-se lugar da crise urbana,
relevada pela precariedade do sistema de transportes e falta de
moradia entre outros problemas que afligem a população de baixa
renda.
III.
No Nordeste, apesar da pobreza rural, a urbanização com
industrialização promoveu um aumento no nível de renda dos
trabalhadores.
IV.
A extensão contínua dos grandes centros urbanos é definida por
cidades que balizam regiões de agricultura moderna, como é caso de
Ribeirão Preto em São Paulo.
Assinale
o correto.
a)
Apenas as afirmações II e III são verdadeiras.
b)
As afirmações I, II e III são as únicas verdadeiras.
c)
As afirmações I, II e IV são as únicas verdadeiras.
d)
Apenas as afirmações I, III e IV são verdadeiras.
3-
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a
sede administrativa de um município, no Brasil, é considerada como
a)
bairro.
b)
cidade.
c)
área metropolitana.
d)
franja urbana.
e)
conurbação.
4-
Os
quadrinhos apresentados abordam simultaneamente um aspecto da crise
urbana brasileira e a dinâmica populacioal do país.
O
processo espacial urbano e o indicador demográfico correlacionados
na situação apresentada nos quadrinhos são, respectivamente:
a)
conurbação e migração interna.
b)
verticalização e expectativa de vida.
c)
segregação e crescimento vegetativo.
d)
suburbanização e taxa de mortalidade.
5-
A respeito da presença das favelas no território brasileiro, é
INCORRETO afirmar:
a)
O fenômeno está presente em todo o território nacional, mesmo em
regiões de densidades populacionais reduzidas.
b)
A maior densidade encontra-se nas capitais dos estados da região
Sudeste, porém são, contraditoriamente, inexistentes nas cidades do
interior.
c)
Apesar da distribuição irregular pelo território, a região
concentrada (Sudeste e Sul) é a mais representativa do fenômeno,
tanto em número quanto em densidade.
d)
Em sua origem povoadas por pobres, muitas favelas apresentaram
melhoria em infra-estrutura, abrigando pessoas de classe média.
e)
No Rio Grande do Sul, embora dispersa, a maior densidade de
domicílios em favelas encontra-se na região metropolitana e na
denominada Metade Sul do Estado.
6-
Relacione corretamente as cidades da coluna B às expressões da
coluna A, referentes à hierarquia urbana.
Coluna
AColuna B
(
1 ) Cidade Global
(
2 ) Metrópole regional
(
3 ) Centro regional
(
4 ) Centro sub-regional
Coluna
B
(
) Florianópolis
(
) Caxias do Sul
(
) São Paulo
(
) Manaus
A
numeração correta da Coluna B, de cima para
baixo,
é
a)
1 - 2 - 3 - 4
b)
3 - 2 - 4 - 1
c)
2 - 3 - 4 - 1
d)
3 - 4 - 1 - 2
e)
2 - 4 - 1 – 3
7-
A urbanização é um processo cada vez mais presente no espaço
geográfico brasileiro. Entre suas características, é INCORRETO
afirmar:
a)
A urbanização é definida por um determinado número de habitantes
de uma cidade, não se restringindo ao crescimento físico ou a
prolongamentos no meio circundante.
b)
As formas de urbanização resultam do espaço produzido e expressam
o caráter de formação econômico-social de produção.
c)
A urbanização resulta da reprodução de comportamentos culturais e
da estrutura de formação social urbana.
d)
A urbanização expressa a combinação de movimentos sociais,
difusão de valores e informações.
8-
Sobre as atuais tendências do processo de urbanização brasileira,
analise as afirmativas a seguir.
I
- A periferia das áreas metropolitanas tem sofrido um processo de
esvaziamento devido ao desemprego e às dificuldades de expansão dos
espaços construídos.
II
- O crescimento das médias cidades é explicado pela reorganização
de diversos setores da economia que fogem das desvantagens da
aglomeração das áreas metropolitanas.
III
- A oferta de isenções fiscais tem estimulado o crescimento de
cidades médias, como Juazeiro do Norte e Sobral, no Ceará, para
onde se deslocaram indústrias têxteis e de calçados do sul do
país.
IV
- As metrópoles brasileiras continuam apresentando um acelerado
crescimento demográfico devido aos fluxos migratórios campo-cidade
e ao elevado crescimento vegetativo.
Assinale:
a)
se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
b)
se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
c)
se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
d)
se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
e)
se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.
9-
O processo de urbanização no Brasil, extremamente rápido e
desigual, trouxe grandes comprometimentos, por vezes até
calamitosos, à qualidade ambiental das cidades brasileiras.
Sobre
a problemática ambiental urbana, é correto afirmar que:
a)
a escassez qualitativa da água, decorrente do aumento da população
de baixa renda, é o principal problema relacionado ao processo de
abastecimento das cidades.
b)
a precária gestão dos resíduos sólidos implica na acumulação de
lixo nas ruas, praças e jardins dos bairros habitados pelas
populações de alta renda das grandes cidades.
c)
a construção de obras de infra-estrutura que vêm sendo implantadas
nas cidades brasileiras, como o aterro da Praia de Iracema em
Fortaleza, objetiva a melhoria da qualidade ambiental.
d)
a falta de tratamento dos esgotos sanitários, nas cidades, em parte
lançados "in natura" no solo, vem causando danos
irreparáveis às reservas de água potável, comprometendo usos
múltiplos da água.
e)
as emissões provenientes dos meios de transportes são as principais
causadoras da poluição do ar, portanto, é nas cidades médias
brasileiras que este tipo de poluição é mais acentuado.
10-
O processo de urbanização no Brasil intensificou-se após 1950,
tendo sido marcado pela formação de grandes cidades, por um padrão
periférico de crescimento e por uma urbanização terciária.
A
partir de 1990, no entanto, esse processo tem apresentado novas
tendências caracterizadas por
a)
maior crescimento das cidades médias, tendo em vista a
desconcentração industrial e a diminuição da oferta de emprego
nas grandes metrópoles.
b)
expansão das áreas metropolitanas decorrente da intensificação do
êxodo rural e das migrações inter-regionais, como conseqüência
da concentração industrial.
c)
maior crescimento das cidades pequenas e médias em função da
evolução dos setores primário e secundário, devido à
descentralização do setor industrial nas grandes cidades.
d)
expansão das áreas metropolitanas, em virtude do aumento das
migrações interregionais, como conseqüência da concentração
industrial.
terça-feira, 5 de março de 2013
IDH- BRASILEIRO
Desenvolvimento humano elevado
O Pnud não soube indicar o que motivou a mudança de classificação do Brasil. Mas, analisando os indicadores avaliados – expectativa de vida, anos médios de escolaridade, anos esperados de escolaridade e renda nacional bruta per capita – dois tiveram mudanças: expectativa de vida e renda nacional bruta.
O Brasil aparece entre os países considerados de “Desenvolvimento Humano Elevado”, a segunda melhor categoria do ranking, que tem 47 países com “Desenvolvimento Humano Muito Elevado” (acima de IDH 0,793), além de 47 de “Desenvolvimento Humano Médio” (entre 0,522 e 0,698) e 46 de “Desenvolvimento Humano Baixo” (abaixo de 0,510).
De acordo com os dados usados no relatório, o rendimento anual dos brasileiros é de US$ 10.162, e a expectativa de vida, de 73,5 anos. A escolaridade é de 7,2 anos de estudo, e a expectativa de vida escolar é de 13,8 anos.
O cálculo de IDH alterou neste ano a fonte de informação sobre renda dos países. O dado agora passou a ser alinhado ao Relatório do Banco Mundial. O problema é que o dado dessa fonte é mais antigo (de 2005) do que o usado no relatório IDH de 2010 (que era de 2008). Os números foram ajustados e a comparação possível é que passamos de uma renda nacional bruta per capita de US$ 9.812 , em 2010, para US$ 10.162 em 2011.
No material divulgado pelo Pnud é possível comparar as tendências do IDH de todos os países por índice e por valor total desde 1980. O destaque no caso brasileiro é para a renda, que aumentou 40% no período. No mesmo tempo, a expectativa de vida aumentou em 11 anos; a média de anos de escolaridade aumentou em 4,6 anos, mas o tempo esperado de escolaridade diminuiu.
Novos índices
Além do valor usado tradicionalmente para indicar o desenvolvimento humano de cada país, o relatório deste ano apresenta novos índices: IDH Ajustado à Desigualdade, Índice de Desigualdade de Gênero e Índice de Pobreza Multidimensional.
O IDH ajustado à desigualdade faz um retrato mais real do desenvolvimento do país, ajustando às realidades de cada um deles. Com isso, o IDH tradicional passa a ser visto como um desenvolvimento potencial. Levando a desigualdade em conta, o Brasil perde, em 2011, 27,7% do seu IDH tradicional. O componente renda (dentre renda, expectativa de vida e educação) é que mais influi nesse percentual.
No índice de desigualdade de gênero, o Brasil fica em patamar intermediário quando comparado com os BRICS. O índice brasileiro é de 0,449. Rússia tem 0,338; China, 0,209; África do Sul, 0,490% e Índia, 0,617.
Já o Índice de Pobreza Multidimensional é uma forma nova, mais ampla, de verificar quem vive com dificuldades. No lugar da referência do Banco Mundial, que considera que está abaixo da linha de pobreza quem ganha menos de US$ 1,15 por dia, o novo índice aponta privações em educação, saúde e padrão de vida.
Segundo o Pnud o índice pode não ser tão importante para a situação do Brasil quanto para a de países da África, pois, no Brasil, quem tem renda pode ter o acesso facilitado à qualidade de vida. Em alguns países, porém, esse acesso não depende exclusivamente de recursos financeiros (às vezes, o país tem infraestrutura precária demais, por exemplo).
Essa nova medida é uma forma interessante de avaliar as políticas de transferência de renda e verificar se essas ações realmente estão mudando a vida da população mais necessitada.
sexta-feira, 1 de março de 2013
O Que é o PIB? Como é Calculado
O PIB (Produto Interno Bruto) é um dos principais indicadores de uma economia. Ele revela o valor de toda a riqueza gerada no país. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira que a economia brasileira cresceu 0,9% no ano passado.
O cálculo do PIB, no entanto, não é tão simples. Imagine que o IBGE queira calcular a riqueza gerada por um artesão. Ele cobra R$ 30 por uma escultura de madeira. No entanto, não é esta a contribuição dele para o PIB.
Para fazer a escultura, ele usou madeira e tinta. Não é o artesão, no entanto, que produz esses produtos --ele teve que adquiri-los da indústria. O preço de R$ 30 traz embutido os custos para adquirir as matérias-primas para seu trabalho.
Assim, se a madeira e a tinta custaram R$ 20, a contribuição do artesão para o PIB foi de R$ 10, não de R$ 30. Os R$ 10 foram a riqueza gerada por ele ao transformar um pedaço de madeira e um pouco de tinta em uma escultura.
O IBGE precisa fazer esses cálculos para toda a cadeia produtiva brasileira. Ou seja, ele precisa excluir da produção total de cada setor as matérias-primas que ele adquiriu de outros setores.
Depois de fazer esses cálculos, o instituto soma a riqueza gerada por cada setor, chegando à contribuição de cada um para a geração de riqueza e, portanto, para o crescimento econômico.
PER CAPITA
O PIB per capita (resultado da divisão do PIB pela população do país) cresceu apenas 0,1% no ano passado. "Em 2012, o crescimento populacional foi maior do que o crescimento do PIB", disse o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto.
Em 2011, o PIB per capita havia crescido 1,8% enquanto a economia teve expansão de 2,7%. No anterior, as taxas haviam sido 6,5%, no PIB per capita, e 7,5%, no PIB.
PER CAPITA
O PIB per capita (resultado da divisão do PIB pela população do país) cresceu apenas 0,1% no ano passado. "Em 2012, o crescimento populacional foi maior do que o crescimento do PIB", disse o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto.
Em 2011, o PIB per capita havia crescido 1,8% enquanto a economia teve expansão de 2,7%. No anterior, as taxas haviam sido 6,5%, no PIB per capita, e 7,5%, no PIB.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
O QUE É E COMO FUNCIONA UMA PPP - PARCERIA PÚBLICO PRIVADA
"Os investimentos em infraestrutura no Brasil representam apenas 2% do PIB. É pouco para as necessidades de um país que busca competitividade para suas empresas e bem-estar para sua população. Olhando para as demandas da sociedade, percebe-se que o deficit em infraestrutura se concentra nos serviços públicos, naquelas atividades típicas do Estado, que deveriam prestar serviços diretamente à população.
O governo tem restrições fiscais para o gasto público, capacidade limitada de poupança e de endividamento, processo rígido e engessado para contratação, além de outros importantes focos de investimentos, tais como saúde, segurança e educação.
A iniciativa privada, por sua vez, detém o conhecimento do negócio, a agilidade na implantação de projetos, maior facilidade na obtenção de financiamentos, a necessidade de que o negócio prospere, gerando impostos, oportunidades de emprego e retorno do capital investido. Isso resulta no mais importante: a qualidade do serviço à população.Os contratos de concessão comum, onde o privado assume os investimentos necessários e a gestão do serviço prestado, sendo remunerado diretamente pelo beneficiado, já é bastante utilizado pela administração pública.
O desafio é maior quando o setor não é autofinanciável, ou seja, o serviço a ser prestado não tem remuneração suficiente para arcar com os investimentos necessários e com a sua manutenção. Essa é a situação dos vários setores que demandam por investimentos no Brasil.
É nesse ponto que se revela a importância das PPPs, modalidade de contratação ainda pouco difundida na administração pública brasileira, concebida como forma de induzir a entrada do setor privado em projetos pouco rentáveis -apesar da grande relevância pública.
A PPP é um modelo onde o concessionário é responsável pelo financiamento, execução e operação da obra/serviço. Por conta de sua natureza deficitária, a receita auferida deverá ser complementada pelo poder concedente com recursos orçamentários. A principal vantagem desse modelo é a redução da despesa pública com o serviço.
As PPPs estão presentes em sete Estados brasileiros e totalizam R$ 15 bilhões de investimentos em estradas, hospitais, mobilidade urbana etc. Esse modelo de parceria ganhou força com as obras para a Copa do Mundo. Cinco Estados optaram por essa modalidade para a construção, reforma e gestão de seus estádios, incluindo-se aí a Arena Castelão e o Mineirão -este, não por acaso, o segundo estádio da Copa 2014 a ficar pronto.
A administração pública, ao licitar um valor global para o serviço, fica responsável por fiscalizar metas estabelecidas em contrato e o concessionário, por otimizar obras e serviço de forma a melhor aproveitar o investimento que sempre será de longo prazo."
(DARIO GALVÃO, 51, é diretor-presidente do Grupo Galvão)
A maior crítica as PPPs é justamente a qualidade dos serviços executados. Será que podemos confiar obras públicas de tamanha importância, que merecem uma execução com alta qualidade para melhor durabilidade, como saneamento básico, transporte, hospitais e escolas, a empresas privados que visão o lucro máximo?
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